Publicado por: Kaya Barros em: 28/03/2007
_ Bom dia – disse o pequeno príncipe.
_ Bom dia – disse o vendedor
Era um vendedor de pílulas especiais que saciavam a sede. Toma-se por uma semana e não é mais preciso beber.
_ Por que vender isso? – perguntou o principezinho.
_ É uma grande economia de tempo – disse o vendedor. – Os peritos [...]
Publicado por: Kaya Barros em: 28/03/2007
_ Bom dia – disse a raposa.
_ Bom dia – respondeu educadamente o pequeno príncipe, que, olhando a sua volta, nada viu.
_ Eu estou aqui – disse a voz, debaixo da macieira…
_ Quem és tu? – perguntou o principezinho. – Tu és bem bonita…
_ Sou uma raposa – disse a raposa.
_ Vem brincar comigo – [...]
Publicado por: Kaya Barros em: 28/03/2007
Os homens embarcam nos trens, mas já não sabem mais o que procuram. Então eles se agitam, sem saber para onde ir. E isso não leva a nada…
[O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry]
Publicado por: Kaya Barros em: 22/03/2007
Há os que pensam olhando as unhas.
Os que pensam olhando para cima.
Os que pensam segurando o queixo.
Os que pensam puxando a orelha.
Conclusões baratas:
os primeiros não devem estar lá com a consciência muito limpa,
os segundos querem fugir da consciência,
os terceiros não podem com o peso da consciência,
e os últimos, os que puxam a orelha, o próprio [...]
Publicado por: Kaya Barros em: 22/03/2007
Os grandes poetas, os grandes atores, e, talvez, em geral, todos os grandes imitadores da natureza, quaisquer que sejam, dotados de bela imaginação, de grande julgamento, de tato fino, de gosto muito seguro, são os menos sensíveis dos seres. São igualmente aptos a um número demasiado de coisas; acham-se demasiado ocupados em olhar, em [...]
Publicado por: Kaya Barros em: 21/03/2007
Reportando-me às outras qualidades já referidas, digo que cada príncipe deve desejar ser tido como piedoso e não como cruel: não obstante isso, deve ter o cuidado de não usar mal essa piedade. César Bórgia era considerado cruel; entretanto, essa sua crueldade tinha recuperado a Romanha, logrando uní-la e pô-la em paz e em [...]
Publicado por: Kaya Barros em: 21/03/2007
Se você não gosta do ambiente em que vive, se é infeliz, solitário, se não sente que as coisas estão acontecendo, mude seu ambiente. Pinte um novo cenário. Cerque-se de novos personagens. Escreva uma nova peça, livre-se do roteiro que tanto o faz sofrer e escreva outro. Existem milhões de outros roteiros, assim como [...]
Publicado por: Kaya Barros em: 16/03/2007
Alberto Caieiro, um aprendiz.
“O essencial é saber ver –
Mas isso (triste de nós que trazemos a alma vestida!)
Isso exige um estudo profundo,
Uma aprendizagem de desaprender…”
“Procuro despir-me do que aprendi
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me
Ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras
Desembrulhar-me e ser eu…”
***
Milan Kundera, um músico.
“Assim [...]
Publicado por: Kaya Barros em: 15/03/2007
Bem-vindo ao Planeta
Bem-vindo à existência
Todo mundo está aqui
Todo mundo está aqui
Todo mundo está te olhando agora
Todo mundo está te esperando agora
O que acontece depois?
O que acontece depois?
Eu te desafio a se mexer
Eu te desafio a se mexer
Eu te desafio a se levantar do chão
Eu te desafio a se mexer
Como se o ‘hoje’ nunca tivesse acontecido
O [...]
Publicado por: Kaya Barros em: 15/03/2007
Compreendes que morres prematuramente. Qual é pois o motivo? Vivestes como se fosseis viver para sempre, nunca vos ocorreu que sois frágeis, não notais quanto tempo já passou; vós o perdeis, como se ele fosse farto e abundante…como mortais, vos aterrorizais de tudo, mas desejais tudo como se fosseis imortais.
Ouvirás muitos dizerem: ‘aos [...]
Publicado por: Kaya Barros em: 15/03/2007
A vida é um longo e penoso processo de luta no qual o ser se aprimora pela dor ou mergulha na loucura da inciência ou do delírio maníaco.
A força consiste na capacidade de enfrentar o que dói e aceitar viver, com a certeza de que toda dor é irrevogável embora passageira.
Arthur da Távola [...]
Publicado por: Kaya Barros em: 03/03/2007
A solidão nunca está com você, ela está sempre sem você e, portanto, ela só é possível na presença de algo estranho, lugar ou pessoa que seja, que o ignore completamente, e que você desconheça totalmente, de tal modo que a sua vontade e o seu sentimento fiquem suspensos e perdidos numa incerteza angustiosa e, [...]
Publicado por: Kaya Barros em: 03/03/2007
“Naquilo que escrevemos surge o nível do nosso preenchimento, da nossa profundidade, da nossa capacidade de matar a sede do mundo. O texto é a confissão do nosso grau de maturidade. Na medida em que assimilei tudo o que vi e vivi, escrever é abrir as comportas. Confidenciar-me em público. Ou, como dizia o poeta [...]
Publicado por: Kaya Barros em: 03/03/2007
Dizem que a genialidade caminha muito próxima da loucura. Todo mundo tem pelo menos uma história de um conhecido inteligentíssimo, mas com um parafuso frouxo. Não apenas os gênios caminham na fronteira do lunatismo. Todo nós, com nossos atos e atitudes, carregamos a possibilidade de desequilibrarmos, tingindo nossa vida com maldade.
Um exemplo. Como gosto [...]