Arquivo da categoria ‘Deus e a Humanidade’

Assim mesmo

Publicado: 18/11/2011 em Coisas da Vida, Deus e a Humanidade

Muitas vezes as pessoas
são egocêntricas, ilógicas e insensatas.
Perdoe-as assim mesmo.

Se você é gentil,
as pessoas podem acusá-lo de interesseiro.
Seja gentil assim mesmo.

Se você é um vencedor,
terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.
Vença assim mesmo.

Se você é honesto e franco,
as pessoas podem enganá-lo.
Seja honesto e franco assim mesmo.

O que você levou anos para construir,
alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo.

Se você tem paz e é feliz,
as pessoas podem sentir inveja.
Seja feliz assim mesmo.

O bem que você faz hoje,
pode ser esquecido amanhã.
Faça o bem assim mesmo.

Dê ao mundo o melhor de você,
mas isso pode não ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.
Veja você que, no final das contas,
é tudo entre você e Deus.

[Madre Tereza de Calcutá]

Metamorfose

Publicado: 18/07/2009 em Deus e a Humanidade, Vida Cristã

Quando pedimos algo a Deus, há coisas que devem ser removidas primeiro do caminho para que a unção possa ser liberada. Coisas que Deus deixou passar anteriormente agora não são mais permitidas. Simplesmente porque não podemos andar na carne e na hora de exercer nosso dom ministerial tentar entrar no espírito rapidamente. Agindo assim, não haverá nenhum poder, nenhuma unção. Por este motivo, Deus sempre busca alguém que tenha um coração perfeito em relação a ele; não necessariamente alguém que tenha um coração perfeito diante dele. E quando o Senhor tem o coração, ele sempre pode mudar o comportamento. Por isso, ao colocar o seu coração no altar e permitir-se ser transformado, não fique de luto pelo que tem de acabar ou ser deixado de lado, mas alegre-se pelo que está chegando! É o novo de Deus.

(Joyce Meyer)

*

“Ninguém deita remendo de pano novo em roupa velha, porque semelhante remendo rompe a roupa, e faz-se maior a rotura. Nem se deita vinho novo em odres velhos; aliás rompem-se os odres, e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; mas deita-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam.” (Mateus 9:16-17)

“O que a mim me concerne o Senhor levará a bom termo…” (Sl. 138.8)

Há no sofrimento um mistério divino, sim, um poder estranho e sobrenatural, que nunca foi penetrado pela razão humana. Não há alma que não tenha conhecido grande santidade, que também não tenha passado por grande sofrimento. Quando a alma chega ao ponto calmo e doce de não abrigar preocupações, quando ela pode ter no íntimo um olhar suave para com a própria dor e nem sequer pede a Deus para livrá-la do sofrimento, então o sofrimento já cumpriu seu bendito ministério; então a paciência concluiu sua obra perfeita; então a crucificação começa a transformar-se em coroa.

[Lettie Cowman]

“Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor…” (Fp. 3.8)

Se você quer vir a salvar outros, não pode salvar-se a si mesmo. Se quer dar muito fruto, precisa ser sepultado em trevas e solidão. Meu coração treme ao ouvir estas coisas. Mas se Jesus me pede isto, possa eu dizer a mim mesmo como é sublime entrar na comunhão dos seus sofrimentos; e estarei na melhor das companhias. E possa eu ainda dizer a mim mesmo que tudo isso tem por fim tornar-me em vaso idôneo para seu uso. O Calvário dEle floresceu e frutificou; assim será com o meu também. Abundância sairá da dor; vida, da morte. Não é essa a lei do Reino?

[Lettie Cowman]

Poder do Teu amor

Publicado: 28/07/2008 em Deus e a Humanidade

Senhor eis-me aqui
Vem transformar meu ser
No fluir da graça que encontrei em Ti
Senhor descobri
Que as fraquezas que há em mim
Podem ser vencidas no poder do Teu amor

Junto a Ti, Teu amor me envolve
Atrai-me para ao Teu lado estar
Espero em Ti e subo como águia
Nas asas do Espírito contigo voarei
No poder do Teu amor

Face a face quero ver-te meu Senhor
E conhecer o Amor que habita em mim
Vem renovar minha mente em Teu querer
Meus dias viverei no poder do Teu amor

Junto a Ti, Teu amor me envolve
Atrai-me para ao Teu lado estar
Espero em Ti e subo como águia
Nas asas do Espírito contigo voarei
No poder do Teu amor

Nas asas do Espírito contigo voarei
No poder do Teu amor

[Versão traduzida da música The power of Your love]

Salvação da alma

Publicado: 18/07/2008 em Deus e a Humanidade

“…que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”

[Mateus 16:26]

*

Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo, que aquele que crê em mim tem a vida eterna.”
[João 6:47]

Leia a Bíblia

Publicado: 09/05/2008 em Deus, Deus e a Humanidade

“…Deus escolheu as cousas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as cousas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as cousas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus.”

{1 Coríntios 1:27-29}

*

“Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. [...] O homem natural não aceita as cousas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.”

{1 Coríntios 2: 9 e 14}

*

Não se engane

Publicado: 29/03/2008 em Deus e a Humanidade, Humanos

A pior coisa que existe é você mentir para si mesmo. Você consegue enganar o mundo inteiro, mas nunca consegue se esconder de si próprio. E é engraçado como a gente tenta se enganar, usando artifícios sempre, e em tudo.

E você mastiga um chiclete ou come um salgadinho, pro seu estômago parar de roncar – mas ele continua agonizando, ou então toma um refri pra fissura passar – mas a sede continua lá, tímida. E nos momentos de dor, busca algo exterior que traga alívio imediato – encontra os amigos no bar ou na balada, viaja e se diverte, beija outras bocas e se perde em amores vãos – Assim, a dor aguda parece sumir – mas a alma continua em desespero.

Nada disso é suficiente.

A curto prazo funciona, mas depois você passa a ver o quanto tudo aquilo é artificial na sua vida e que aquele real vazio não foi preenchido pois fome se mata com comida, sede se mata mesmo é com água e o alívio profundo para a dor surge apenas quando nos rendemos nos braços de Deus.

[Monique Antunes]

Abra a Porta

Publicado: 22/03/2008 em Deus e a Humanidade

A ciência, a Filosofia e a Psicologia sempre tentaram contestar a existência de Deus. Aos olhos de Deus a sabedoria do homem é loucura. É como um cachorro correndo atrás do próprio rabo.

Ele deve dar risada dessa gente que quer desvendar o espaço sideral e que investe tantos bilhões em tecnologia mas que até hoje não foi capaz de acabar com a fome, com a desigualdade e que não soube amar ao próximo dando a ele o mínimo de dignidade e respeito.

Sinceramente, podem provar o que quiserem contra a existência de Deus que mesmo assim eu vou continuar a acreditar nEle. Eu não o vejo, mas eu o sinto! E Ele é vital para mim como o ar e como a água. Os homens não entendem que o essencial é invisível aos olhos.

Você pode estudar um cérebro, mas nunca irá conhecer os pensamentos que ele teve, você pode estudar um corpo, mas nunca poderá tocar naquela alma. Você pode desvendar o espaço, mas nunca encontrará Deus!

E se você não acredita em Deus por achar que o mundo está violento, injusto e corrompido, está na hora de rever seus conceitos. Ele nos deu livre-arbítrio. E agora mesmo você pode raspar a sua cabeça ou se jogar de um precipício, você é responsável por suas atitudes e seus possíveis efeitos colaterais. Antes de culpar Deus pelo caos do mundo, pense no caos de sua vida.

Pense nos dias em que você ofendeu alguém, xingou seus pais ou brigou com o seu irmão. Pense nas pessoas que você usou, machucou, iludiu, pense nas lágrimas que você fez derramar dos olhos de alguém, na dor que você causou, no ódio ou inveja que você sentiu e em quantas vezes já se vingou.

Lembre-se das conseqüências catastróficas que você gerou. E comece a perceber que o mundo melhora se você melhorar, mas que é mais fácil colocar a culpa em Deus e deixar tudo como está.

Se você não fizer a sua parte, Ele também não fará a dEle.

Quando nosso coração está conectado em Deus, não precisamos nos preocupar na maneira como ele irá se comunicar conosco pois Ele se manifesta no oculto de nossas almas. E assim somos capazes de ver uma flor brotar em meio ao concreto, somos capazes então de valorizar as virtudes e controlar os impulsos. Preferimos ter paz do que ter razão para poder ter o prazer de ver reinar um fio de paz num mundo tão duro e cruel. Nosso deleite é perdoar, é amar e exercitar tudo isso nos momentos mais adversos.

Agora mais do que nunca sei que a felicidade é a constância de bons sentimentos e que todos nós temos um vazio do tamanho de Deus. Mas se não reconhecermos isso o quanto antes, passaremos a vida inteira a tentar preencher este imenso vazio com ilusões e falsos prazeres. Depositaremos nosso tempo, esperanças e esforços em coisas passageiras e no fim não encontraremos um alívio, não estaremos satisfeitos.

Deus nos formou e nos criou. Mas muitas vezes não o deixamos entrar em nossos corações. Fechamos a porta “na cara” dEle. Agimos como um segurança que não deixa adentrar no edifício o próprio pedreiro que o construiu.

[Monique Antunes]

Um rabino perguntou a um proeminente membro de sua congregação: “Toda vez que eu o vejo, você está com pressa. Diga-me, por favor, para onde você corre sempre e tanto?” O homem respondeu: “Corro atrás do sucesso, da minha realização. Corro atrás da recompensa por meu duro trabalho”. O rabino replicou: “Seria uma boa resposta se todas estas bênçãos estivessem à sua frente, tentando escapar-lhe. Se correr o suficiente, você poderá alcançá-las. Mas pode ser que as bênçãos estejam atrás de você, procurando por você, e que quanto mais correr, mais dificilmente elas o alcançarão”.

Não poderia suceder que Deus tivesse presentes maravilhosos de todos os tipos, reservados para nós – boa comida, belo pôr-do-sol, flores que nascem na primavera e folhas que caem no outono e momentos tranqüilos de comunhão entre seres humanos – mas que nós, perseguindo a felicidade, estivéssemos correndo tanto, impedindo-O de nos encontrar?

[Harold Kushner]

Atualmente, a “Lei da Atração” tem sido o assunto preferido de muita gente. Segundo esta lei, apresentada no best-seller e documentário O Segredo, você pode obter quase tudo o que deseja se treinar sua mente para enviar pensamentos positivos que permitirão a realização de seus sonhos.

Trata-se de uma crença transformadora que foi descoberta e redescoberta várias vezes na história. Rhonda Byrne, a autora do best-seller O Segredo, e sua equipe de colaboradores, fizeram um trabalho brilhante ao reunir fragmentos da grande lei que foram escamoteados em tradições orais, nas religiões, na literatura e filosofias ao longo do tempo. Todavia, há mais a ser dito do que este recente best-seller revelou…

Os nossos pensamentos desempenham um papel realmente muito importante na “lei da atração”. Nossas mentes não são apenas zonas de armazenamento passivas, forçadas a pensar em qualquer coisa que explode dentro delas. Somos capazes de escolher o que pensamos e devemos lutar arduamente, vestindo “toda a armadura de Deus” para este propósito. Paulo escreveu: “…tudo o que for verdadeiro, nobre, correto, tudo o que for puro, amável, de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.” {Filipenses 4:8}

Quando nos concentramos muito no que não queremos, isto forma um padrão de acontecimentos ruins; o que não queremos tende a se repetir. Para viver novas experiências, é preciso mudar o foco, pensar diferente!

O funcionamento da lei da atração pode ser exemplificado da seguinte maneira:

Nós somos como o fazendeiro que busca tomar o máximo partido das leis da natureza para suas boas colheitas. Um fazendeiro que deseja que a terra lhe dê milho deve aprender a cooperar com a natureza para consegui-lo. A natureza não seleciona o tipo de colheita, mas espera que o fazendeiro decida. O fazendeiro pode realmente “predizer o futuro” de um campo, ao escolher o tipo de “semente” a ser plantada nele. Para “atrair” milho, o fazendeiro planta sementes de milho.

A lei da atração é uma reafirmação da lei da semeadura e da colheita: você colhe o que você planta. Esta lei não julga se você é ou não merecedor do que “colhe”, ela apenas trabalha com o que você semeia. A lei da atração é uma lei da graça comum, aquela que é derramada sobre todas as pessoas, em todos os lugares, assim como a terra, as estações, a chuva, o nascer do sol, etc. A boa nova é que há ainda mais: Deus tem a graça redentora. Nessa graça podemos encontrar Deus de uma maneira mais direta, podemos experimentar Sua presença, Seu perdão e os frutos do Espírito Santo. Nós conquistamos acesso às Suas promessas e compartilhamos Sua vida eterna. Isso supera o carro novo, a promoção no emprego…

Para descobrir a graça redentora, é necessário reconhecer que Deus é a fonte da graça comum. A graça redentora é a “graça comum anabolizada”!

Um erro cometido em O Segredo foi o de colocar a lei da atração excessivamente atrelada à idéia do poder e do controle individuais, como se a lei da atração funcionasse num vácuo e não existissem outras forças em movimento. Afirmar que nós atraímos tudo o que nos acontece, até as coisas ruins, como acidentes de carro [embora isso seja verdade em alguns casos], é uma simplificação exagerada da realidade.

É perigoso pensar que os nossos desejos são o centro do universo e que o universo é o nosso Gênio que existe somente para realizar todos os nossos desejos!

Em seu livro, Rhonda Byrne nos estimula o tempo todo a fazer apenas o que amamos fazer, evitando o que não amamos. E isso é perigoso. É preciso lembrar que boa parte do que é bom só pode ser desfrutado depois de um “passeio pela terra das dificuldades”. Antes de evitar algo que nos faz sentir mal, precisamos ponderar se isso não é, na verdade, bom. O fato de sentir-se mal pelo que você faz não é critério para a sua desistência. Se assim fosse, por que você deveria fazer qualquer coisa difícil? Por que levantar da cama e ir trabalhar? Por que estudar para a escola se eu posso apenas “sentir” coisas boas e imaginar uma série de notas 10 em minhas provas?

Há forças maiores que a Lei da Atração. Esta lei não é soberana e os nossos pensamentos e sentimentos não são as únicas forças em jogo.

Por exemplo, cada fazendeiro se prepara para a época do plantio tendo confiança na lei da semeadura e da colheita. Mas, e se houver uma seca ou um furacão, ou uma geada nesta época? As safras vão quebrar! Nem por isso o fazendeiro concluiria que a lei da semeadura e da colheita não funciona mais, mas reconheceria que outras forças surgiram e a superaram.

Não defendo a idéia de que nosso propósito na vida seja correr atrás de fortuna, saúde e fama como prioridades absolutas. Defender isto significa acreditar na crença de que Ter mais é sinônimo de Ser mais. Ter tudo o que se deseja é sinônimo de ter uma vida pequena. Uma vida vivida para ter mais é uma vida desperdiçada.

“O Segredo” enfatiza muito a satisfação pessoal e esquece de encorajar as pessoas a utilizar a lei da atração para aspirações maiores [fins altruístas], não apenas as individuais direcionadas aos nossos próprios interesses.

A lei da atração, anunciada em “O Segredo”, acaba se tornando um perigo obscuro quando é utilizada somente para suprir carências, cobiças e desejos individuais, em vez de algo direcionado para além de si mesmo. É preciso desafiar esse tipo de vida autocentrada e hedonista, e lembrar que somos parte de algo muito maior que nós mesmos. A base da nossa felicidade não deve estar em leis, mas precisa estar firmada e enraizada em uma Pessoa maior que nós, Jesus Cristo – a Fonte de águas vivas.

[Kaya Barros - http://www.livressencia.blogspot.com

Sob a sombra de Suas asas
Descansando em Sua presença
É onde quero cantar a canção do Seu coração.

Liberdade irá gerar em meio a Sua salvação,
Ao seu lado achegarei e lá habitarei,
cantando desde a eternidade.

Não há lugar onde eu prefiro estar,
Não há nada que eu prefiro fazer,
Não há face que eu prefiro ver,
Além da Sua Senhor…

…ao seu lado achegarei e lá habitarei,
cantando desde a eternidade…

[David Quinlan]

Publicado: 21/11/2007 em Deus e a Humanidade

Escolhas… Há muitas escolhas para se fazer nesta vida. Se você não sente que isto é verdade para você, espere uns poucos anos. Cada decisão precisa ser pesada na escala das implicações positivas e negativas.

A maioria das pessoas trata o render-se a Jesus Cristo como se fosse uma escolha do tipo das anteriores na vida. Elas pesam em sua escala e determinam seus efeitos negativos em oposição aos positivos e decidem concordemente. “Não é muito producente para minha popularidade”, alguns podem dizer. Outros podem dar a seguinte razão: “há tanto ainda para se viver! Vou fazer isso quando for um velho antiquado e não tiver muita coisa que valha mais a pena na vida”. E outros ainda são fortes ao exclamarem: “Não preciso de Jesus! Estou vivendo muito bem por mim mesmo!”

Escolhas são sem dúvida um presente maravilhoso de Deus. Com certeza, não somos robôs que não têm escolha própria. Mas render sua vida a Jesus Cristo não é simplesmente mais uma escolha com um significado temporário.
De acordo com a Palavra de Deus, todos nascemos pecadores [“porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” – Rm 3:23]. Temos todos um desejo natural de nos opormos a Deus para sermos nós mesmos deuses.

Deus nos amou tanto, que levou sobre Si mesmo as conseqüências de nosso pecado. Ele fez isto enviando Seu Filho Jesus para morrer em nosso lugar. Deus andou na Terra literalmente vestido em nossa humanidade com o único propósito de entregar Sua vida e sofrer por nosso pecado. Ele levou sobre Si mesmo a punição que nós merecíamos. Quando completou esse serviço através de Sua morte, então Ele, pelo Espírito poderoso de Deus, foi levantado da morte.

Agora nós temos um meio de encontrar a salvação. Na Bíblia isso é denominado de “porta estreita”. Essa porta estreita é Jesus Cristo e somente Jesus Cristo. Voltar-se para Jesus é o único caminho para se estar bem com Deus. Tantas outras religiões têm seus caminhos e fórmulas. As pessoas são totalmente sinceras ao praticá-las, mas no final sua sinceridade não as salvará.

Deus é tão grande que nossas mentes não podem chegar perto da compreensão de Sua magnificência. Este grande e poderoso Deus tornou-se real e pessoal para nós através de Jesus. Com Seus braços abertos Ele espera que nos acheguemos a Ele… Ele alegra-se em nós e Ele tem vontade de relacionar-se conosco! Ele adora quando conversamos com Ele e expressamos nossos sentimentos e questionamentos…

Jesus Cristo merece sua vida. Ele deu tudo por você… Ele já escolheu você. Arrisque, ouse pôr sua vida nas mãos mansas e fortes de Deus, como se põe um pedaço de barro nas mãos do oleiro! Pare de tentar moldar a si mesmo… Permita que Deus, com Sua grande capacidade e amor modele você. Quando você conhece Jesus, você finalmente descobre Sua perfeita fidelidade em sua vida! Uma vez que você tiver encontrado com o Rei do Universo, você jamais será o mesmo.

O segredo de ser feliz é ferozmente perseguido por todas as gentes, nos quatro cantos da terra.

Ao longo dos dias da vida, porém, muitas coisas vêm quebrar esta busca, desanimando uns, fraturando a alma de tantos, descarrilhando o coração de outros, nessa montanha-russa de sentimentos, emoções, vontades e vivências que todos possuem dentro de si.

Somos um ministério missionário e vivemos da obra, colabore! Invista em missões sem gastar nada!

Entre perdas e ganhos, dores e alegrias, ainda persevera essa busca: Onde está a felicidade? Ela existe? Afinal, em meio a tantas lutas, qual é o segredo de ser feliz?

Este segredo tem sido descoberto por inúmeras gentes de toda raça, tribo, língua, povo e nação.

Em toda terra, este segredo tem sido compartilhado, este segredo tem sido vivido, este segredo tem sido cantado nas praças, nas casas, nos prédios, nas ruas… já não é mais segredo! Mas, também não é uma fórmula mágica, e não se compra com dinheiro ou tesouros.

O segredo de ser feliz é viver na Presença do Deus Eterno! Ser feliz é viver e andar debaixo de Sua graça, por Sua Palavra, se rendendo e dependendo absolutamente do Seu Precioso Espírito Santo!

A mais pura adoração nos tira das margens do rio para nos fazer adentrar nas profundezas do Espírito Santo: águas vivas que saciam nossa sede, e curam, reanimam e nos fortalecem.

Orar e adorar a Deus é a essência da felicidade; por este caminho conhecemos a intimidade de Seu coração, e daí extraímos virtude, cura e poder de Deus. Seja feliz!!!

[Ludmila Ferber - http://www.adoracaoprofetica.com.br%5D

Publicado: 20/11/2007 em Deus e a Humanidade, Vida Cristã

“O que agora vemos é como uma imagem imperfeita num espelho embaçado, mas depois veremos face a face.

Agora o meu conhecimento é imperfeito, mas depois conhecerei perfeitamente, assim como sou conhecido por Deus.”

[1 Co. 13:12]

Do tamanho de Deus…

Publicado: 20/11/2007 em Deus e a Humanidade

“Todo homem tem dentro de si um vazio do tamanho de Deus.”

[Dostoievski]

Seis da Tarde

Publicado: 09/11/2007 em Deus e a Humanidade, Vida Cristã

Quando eu olho pra mim mesmo, meus olhos não podem contemplar
meu coração tão duro e sujo, com medo de Te encontrar…
Quando minh’alma se acalma posso sentir o Teu tocar,
como as nuvens passeiam no céu,
Teus olhos estão a me procurar… Senhor!

Eu estou aqui, no Teu jardim oh Deus!
Estou aqui, não quero mais me esconder de Ti!
Eu estou aqui, no Teu jardim oh Deus!
Estou aqui…

Quando Tu olhas para mim Senhor,
nada posso ocultar…
O Teu amor me convence, todo meu ser te entregar.
Quando não tenho mais saída, quando não tenho aonde ir mais!
Quando os Teus olhos encontram os meus…
descubro que perco pra Ti!

Eu estou aqui, no Teu jardim oh Deus!
Estou aqui, não quero mais me esconder de Ti!
Eu estou aqui, no Teu jardim oh Deus!
Estou aqui…

[Música de Heloisa Rosa]

Muitos desprezam a crença em Deus e vivem guiados por sua própria razão. Estão firmados no entendimento intelectual, como se este fosse totalmente eficaz e confiável para todos os fins. Trata-se de uma forma de antropocentrismo.

Salomão escreveu: “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.” (Pv. 3.5). “Estribar” significa firmar-se, apoiar-se em algo. Quando se monta num cavalo, coloca-se o pé no estribo, que é o ponto de apoio para se tomar o impulso necessário. O mesmo equipamento ajuda no equilíbrio do cavaleiro durante a cavalgada. Alguns automóveis também possuem uma peça com este nome localizada no limiar da porta. Qual é o nosso “estribo” na vida? Em que nos firmamos para fazer nossas escolhas, tomar nossas decisões e determinar o nosso destino? Se nos firmarmos em algo instável, poderemos ser vítimas de uma queda perigosa ou até fatal. Será que a razão humana pode proporcionar apoio suficiente para garantir nosso êxito em todas as áreas?

Os Limites da Razão

O raciocínio é poderoso, porém limitado. O universo, a vida e a morte não podem ser explicados pelo homem. A mente possui uma capacidade impressionante para processar informações. Entretanto, não temos à nossa disposição todos os dados sobre todos os assuntos, principalmente no que tange à espiritualidade. E quando recebemos algum conhecimento nesse sentido, faltam-nos parâmetros de avaliação, pois a nossa lógica está restrita a elementos terrenos.

Até no campo natural, estamos bastante limitados, apesar dos avanços, descobertas e invenções. Os cientistas têm muitas teorias sobre os mais variados assuntos que, muitas vezes, são apregoadas como verdades absolutas. Entretanto, em alguns casos, são apenas especulações. Incluímos aí as teorias sobre a origem da vida, a teoria da evolução e outras que pretendem explicar o comportamento humano. A verdade é que o homem não conhece muito bem a si mesmo. A falta de conhecimento limita a eficácia do raciocínio. Isto não significa que possamos desprezar a razão. Afinal, foi Deus quem no-la deu para que fôssemos superiores às demais criaturas terrenas. A ordem de não se estribar no entendimento não significa que devamos desprezá-lo. Entretanto, é necessário que compreendamos que existe o campo da razão e o campo da fé, embora haja uma considerável interseção entre ambos.

Conciliação Parcial

Fé e razão caminham juntas até certo ponto. Daí se falar em “culto racional” (Rm. 12.1) e “razão da esperança” (1Pe. 3.15), passíveis de explicação e compreensão (Pv. 1.2; 1.6; 2.5; 2.9; 14.8). A fé não pode ser uma crença cega em qualquer afirmação que se faça a respeito de questões incompreensíveis ou coisas invisíveis. Se assim for, voltamos à estaca zero, acreditando em falsas teorias “científicas” e todo tipo de heresia.

A fé autêntica é a crença e a confiança em Deus, de acordo com o que a Bíblia ensina. Se Deus falou, por mais estranho que seja, acontecerá (ou já aconteceu), pois ele é fiel e poderoso para cumprir sua palavra.

Como podemos confiar assim na bíblia, descartando outras idéias sobre divindade e espiritualidade? Em primeiro lugar, podemos crer porque aquilo que a bíblia diz funciona. Mediante a operação do poder de Deus, conforme promessa bíblica, os enfermos são curados, os cegos enxergam, os paralíticos andam e vidas são transformadas para a prática da justiça através do amor. Estes sinais dependem da fé (Mc. 16), mas, olhando no sentido inverso, a fé é justificada e fortalecida pelos sinais.

Viver pela fé não significa confiar em ilusões, pois temos testemunhado os fatos que ela produz, sabendo que “a fé sem obras é morta” (Tg. 2.26). A ação de Deus é real na vida de todo aquele que crê. Quando vemos os resultados da fé, então a nossa razão toma conhecimento dos mesmos e, embora não possa explicá-los, também não pode negá-los.

Andando apenas pela razão teremos firmeza aparente, mas não iremos muito longe nas questões espirituais. Em nossa vida com Deus, podemos até entender o próximo passo, mas não temos como compreender todo o caminho (Pv. 20.24). Por isso, precisamos da fé.

Podemos comparar a razão às rodas do avião, enquanto que a fé é comparável às asas. Estar no solo pode ser necessário e seguro, mas não deve ser o lugar definitivo para uma aeronave.

Enquanto for possível, nossa fé será coerente com a razão. Contudo, não será controlada por ela. A fé não dependerá da razão, irá além.

Geralmente, trabalharemos dentro do chamado “bom senso”, mas até este elemento pode significar um condicionador racional e incrédulo por se tratar do lugar comum, fundamentado naquilo que é aceito e compreendido pelo homem natural. O caminho da fé pode nos levar a fazer algo aparentemente absurdo por causa de uma ordem de Deus. Foi o caso de Noé ao construir a arca. Em situações extremas como essa, é imprescindível uma ordem direta de Deus, de modo que não haja nenhuma dúvida. Entretanto, algumas pessoas fazem loucuras em nome de Jesus sem que Ele tenha mandado. Nesse caso, a razão e a fé foram abandonadas e a presunção tomou o seu lugar.

Por exemplo: se Deus disse que certa pessoa vai evangelizar várias nações, ela deve apenas crer, mesmo que não tenha dinheiro para ir ao bairro vizinho. Quando Deus disse que Sara teria um filho, ela riu, porque usou primeiramente a razão. Abraão usou a fé, e este foi o fator determinante para o nascimento de Isaque. Quantos estão rindo da nossa fé! Esperamos que eles também sejam alcançados, transformados e experimentem o poder de Deus.

Enquanto for possível, devemos conciliar a fé e a lógica. Se quisermos contrariar a razão sem que tenhamos uma palavra de Deus como fundamento, incorreremos em fanatismo. Se abandonarmos a fé para atendermos exclusivamente à razão, cairemos no racionalismo e na incredulidade.

A Razão pode se tornar Obstáculo à Fé

Aquele que crê em Deus não está imune ao uso indevido da razão. Quando o Senhor nos dá uma ordem, principalmente através dos mandamentos bíblicos, usamos a razão para compreender o que fazer. Entretanto, ela pode nos atrapalhar quando tentamos entender o porquê daquela ordem ou os motivos de Deus. Esse tipo de raciocínio pode nos conduzir à desobediência. Quando Deus mandou construir a arca, Noé não questionou a ordem divina. Apenas tomou as providências necessárias ao seu cumprimento. O fator decisivo foi que ele andava com Deus, conhecia o Senhor, sabendo exatamente quem estava mandando.

Quando colocamos a razão em primeiro lugar, criamos obstáculos à operação de milagres. Pela fé, estejamos certos da ação de Deus em nossas vidas, não tentando descobrir como ou porque Deus vai agir.

Somos como crianças diante dEle. Imagine se os filhos dependessem de compreender todas as ordens de seus pais em todos os seus detalhes? Se, para comer verduras, o filho precisasse fazer um curso de nutrição, teria sérios problemas. Entretanto, o filho conhece o pai e por isso confia e obedece.

Os ateus percebem o limite de sua dependência da razão quando se encontram num leito de enfermidade. Deus tem suas maneiras de convencer o homem. Nessa hora, pode ser que alguns se rendam à necessidade da fé. Entretanto, não é necessário esperar por isso. Renda-se ao Senhor enquanto é tempo, sabendo que a nossa vida é tão breve e que cada um de nós é um ponto insignificante no universo, embora sejamos valiosos para o Criador. Como poderíamos, com a nossa razão, compreender Deus ou negar a sua existência? Apesar de nossa condição limitada, está ao nosso alcance uma série de evidências que testemunham sobre a realidade de Deus.

Confiança no Senhor

“Confia no Senhor de todo o teu coração”, assim como uma criança confia no seu pai. “Não se turbe o vosso coração”, disse Jesus, “credes em Deus; crede também em mim” (João 14.1). Descanse no Senhor, mesmo não compreendendo a situação atual. Creia que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm. 8).

A confiança em Deus não elimina a oração. Pelo contrário, é por confiarmos no Senhor que levamos a ele os nossos pedidos. Em seguida, precisamos aprender a usufruir o descanso que a confiança proporciona. A criança confia no pai e por isso descansa, não se preocupando com o alimento do dia seguinte.

Quando entramos em um ônibus e dormimos, estamos confiando nossas vidas aos cuidados do motorista. Confiemos em Deus, entregando-lhe a direção da nossa existência. Confiança é um dos aspectos da fé. Contudo, confiar é mais do que crer. Confiar é entregar-se.

O descanso daquele que confia não deve ser confundido com negligência. A confiança no Senhor não serve como desculpa para a preguiça. A fé conduz à ação e não à inércia. Devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance e depois descansar em Deus, confiando que ele cuidará daquilo que nós não podemos fazer.

A razão do enfermo lhe diz que a morte é certa. Pela fé buscamos a cura.
A razão pode produzir desespero. A fé produz esperança.
A razão avalia as circunstâncias. A fé se baseia na palavra de Deus.
A razão anuncia a derrota. A fé proclama a vitória.

[Autoria: Anísio Renato de Andrade]

“A imagem de Deus em nós é a nossa capacidade de nos relacionarmos.”

“Nós nos salvamos restaurando os relacionamentos.”

“Às vezes o pecado é um problema que existe entre as pessoas e não dentro delas.”

“Acredito que a vida seria melhor se pensássemos com mais freqüência que a nossa salvação consiste em restabelecer os relacionamentos rompidos. Quando um relacionamento se rompe, a maioria das pessoas se preocupa em descobrir quem está errado. Quando somos feridos, procuramos logo o culpado, querendo que pague por isso. Jesus, por outro lado, achava que as coisas poderiam ser reparadas a partir do que damos aos outros e não do que recebemos deles como forma de pagamento.”

“O ponto inicial tanto da salvação quanto da saúde psicológica é reconhecer que precisamos dos outros. Do ponto de vista espiritual, necessitamos de um relacionamento com Deus para sermos completos. De um ângulo psicológico, nossa saúde mental depende da nossa capacidade de nos relacionarmos bem com os outros. Se encararmos as outras pessoas como adversários dos quais precisamos nos proteger, nos tornamos defensivos e corremos o risco de prejudicar exatamente aquilo que estamos tão arduamente tentando proteger.”

[Mark Baker em seu livro "Jesus, O Maior Psicólogo que Já Existiu"]

* *

“Quem agarrar-se à própria vida a perderá.” [Mateus 10:39]

Meu mais recente esforço de fé não é do tipo intelectual. Eu realmente não faço mais isso. Mais cedo ou mais tarde você simplesmente descobre que há alguns caras que não acreditam em Deus e podem provar que ele não existe e alguns outros caras que acreditam em Deus e podem provar que ele existe – e a esse ponto a discussão já deixou há muito de ser sobre Deus e passou a ser sobre quem é mais inteligente; honestamente, não estou interessado nisso.

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Autoria: Donald Miller – autor de Fé em Deus e pé na tábua, e Como os pinguins me ajudaram a entender Deus, ambos publicados pela Thomas Nelson Brasil.

“Se alguém te ferir na face direita, oferece também a outra.” Mateus 5:39

Frequentemente dizemos que as pessoas passivas são humildes. É uma maneira de encontrar algo amável para se referir a pessoas que consideramos bastante incapazes. Raramente admiramos a humildade, porque a consideramos como o oposto da agressividade, que associamos ao sucesso.

Jesus, no entanto, tinha uma visão diferente da humildade. Ele disse: “agora que eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros” [João 13:14]. Jesus não se fez de humilde na presença de outros porque possuía uma baixa auto-estima. Ele escolheu servir seus apóstolos porque tinha consciência de quem era; Jesus era suficientemente confiante para assumir o papel de servidor. Ele sabia que o status e o poder não tornam uma pessoa importante. O que faz uma pessoa ser importante é sua capacidade de servir os outros.

A verdadeira humildade exige confiança em si mesmo. Para ser humilde você precisa saber quem é e escolher servir os outros. Não se trata da modéstia causada pela insegurança. Dar importância a outra pessoa sem nos considerarmos diminuídos é a verdadeira humildade.

Ser uma pessoa passiva é recusar-se a ter uma atitude por causa do medo. Ser humilde é ter uma atitude devido ao amor. Foi isso que Jesus quis dizer quando falou: “Se alguém te ferir na face direita, oferece também a outra.” Ele não disse: “Se alguém te ferir na face direita, dá meia volta e afasta-te.” Jesus queria que as pessoas tomassem uma posição firme e tivessem uma atitude digna. O que ele estava transmitindo é que o amor é mais forte do que o ódio.

Jesus preferiu uma vida mais curta repleta de humildade e amor do que uma existência mais longa cheia de medo e passividade.

A humildade é a força sob controle.

[Mark Baker em seu livro: Jesus, o Maior Psicólogo que Já Existiu]

Confesso que sou introspectivo e, muitas vezes, melancólico. Quando era criança gostava de ficar debaixo de uma árvore, sozinho, para pensar na vida. Continuo assim. Prefiro o silêncio às festas, as refeições com poucas pessoas aos banquetes. E se não tomar cuidado, facilmente caio em depressão.

Essa minha índole quieta não me importuna, mas eu percebo que ela causa constrangimentos na comunidade evangélica. Nas poucas vezes que escrevi textos cinzentos, fui docemente aconselhado a não repetir tal deslize.

Avisaram-me que os crentes não estão preparados para lidar com a tristeza. E que as pessoas gostam de artigos otimistas. Realmente! O movimento evangélico se alastrou no final do século XIX, num tempo em que se respirava um clima de grande otimismo.

Acreditava-se que em poucos anos, evangelistas, missionários e pastores converteriam o mundo, antecipando o iminente reino milenar de Cristo. O berço religioso do evangelicalismo foi embalado com a promessa de que sería a “última geração antes do arrebatamento”. Os evangélicos cresceram num clima de euforia. Portanto, eles não toleram mensagens que revelem um jeito menos bem-sucedido de encarar a vida, mesmo quando a vida se mostrar dura, até inclemente, não se admitem revezes.

Sinto-me censurado quando exponho meus sentimentos contaminados de uma vaga e doce tristeza. Sentimentos que, a bem da verdade, me comprazem e me conduzem à meditação. Mas como explicar isso? Fico sem saída, pois não quero só escrever textos sobre como me sinto campeão; recuso teatralizar minha solidez e não quero enganar sobre minha santidade.

Em diversas ocasiões tenho a sensação de estar só entre gigantes da fé. Haveria mais gente como eu? Sei que existem profetas, poetas e santos que também convivem com o desalento. Celebro a amizade, mesmo distante, dos que honesta e corajosamente, detectam sentimentos menos brilhosos e, iguais a mim, não se sentem culpados.

Ditosos os que choram, pois reconhecem que a vida não é composta só de luzes. Quem busca apenas o riso, querendo perenizar o prazer, cairá no profundo abismo do desencanto.

Só os tristes sabem os segredos das noites sem lua e que, algumas dimensões nobilíssimas da nossa humanidade, somente se expressam em corredores de morte. Grandes são todos os que permanecem em pé mesmo quando não há luz nenhuma.

Ditosos os que entram em contato com suas angústias. Os que ocultam suas inquietações com frases e clichês religiosos, se condenam à superficialidade. Não existe tese religiosa que consiga se impor com mais força que a própria vida.

De nada vale repetir slogans que prometem um mundo cor-de-rosa. Mais cedo ou mais tarde virá a tempestade que assola a casa. Ventos contrários varrerão projetos cautelosos e quem não edificar sua vida na verdade, ruirá implacavelmente.

Ditosos os que não se consideram emocionalmente incólumes. Eles sabem que ninguém possui controle direto sobre suas emoções e reconhecem, inclusive, que serão traídos pelos incidentes do cotidiano. Eles vão até o fundo do poço e não se sentem fracassados, pois sabem que tanto alegrias como tristezas são passageiras.

Ditosos os que admitem suas depressões. Eles não tentam sublimar as inquietações com ativismos. Sofrimento é a única dimensão da vida comum a todos os homens e mulheres. Quem tenta blindar-se das tristezas, precisa também se proteger da alegria. Fugir do sofrimento significa amortecer a felicidade.

Ditosos os que podem lamentar em público. Eles não precisam de sorrisos plásticos, de discursos demagógicos ou da arrogância religiosa, pois se sentem acolhidos em sua honestidade. Eles sabem que não serão apedrejados quando se mostram frágeis, porque vivem entre amigos verdadeiros.

Ditosos os que se parecem com Jesus de Nazaré. Ele nunca mentiu sobre sua angústia ou solidão. No jardim afirmou: “Minha alma está triste até a morte”. Na cruz bradou: “Pai, porque me desamparaste?”. Mesmo depois desses desabafos Deus lhe deu um nome que está acima de todo nome. Se o Filho Unigênito pôde falar assim, ninguém deve temer revelar o tamanho de sua vulnerabilidade.

Esses ditosos podem seguir tranqüilos pela vida, porque a tristeza segundo Deus não é para a morte. Aleluia.

Autoria: Ricardo Gondim

“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á. E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? Ou, também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” [Lucas 11:9-13]

“Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem”. [Hebreus 11:1]

“Tudo o que pedirdes, crendo recebereis” [Mateus 21.22]

Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam;
mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam.
Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.
A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo teu corpo terá luz;
se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes são tais trevas!
Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.
Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?
Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?
Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura?
E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam;
contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles.
Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?
Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir?
Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso.
Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.

[Passagem Bíblica, situada no livro de Mateus 6:19-34]

A Bíblia é O Segredo de Deus revelado à humanidade.

Há um Lugar

Publicado: 07/07/2007 em Deus, Deus e a Humanidade, Vida Cristã

Há um lugar de descanso em ti
Há um lugar de refrigério em ti
Há um lugar onde a verdade reina, esse lugar é no Senhor

Há um lugar onde as pessoas não me influenciam
Há um lugar onde eu ouço Teu Espírito
Há um lugar de vitória em meio à guerra, esse lugar é no Senhor

Esse lugar é no Senhor

Há um lugar onde a inconstância não me domina
Há um lugar onde minha fé é fortalecida
Há um lugar onde a paz é quem governa, esse lugar é no Senhor

Há um lugar onde os sonhos não se abortam
Há um lugar onde o temor não me enrijece
Há um lugar que quando se perde é que se ganha, esse lugar é no Senhor

Jesus!
És tudo o que eu preciso, Jesus!
Eu te preciso…

[Música de Heloisa Rosa]

O Barbeiro

Publicado: 29/06/2007 em Deus e a Humanidade

Um homem foi ao barbeiro para cortar o cabelo como ele sempre fazia. Ele começou a conversar com o barbeiro sobre vários assuntos. Conversa vai, conversa vem, eles começaram a falar sobre Deus.

O barbeiro disse:
– Eu não acredito que Deus exista como você diz.
– Por que você diz isto? – o cliente perguntou.

- Bem, é muito simples. Você só precisa sair na rua para ver que Deus não existe.

- Se Deus existisse, você acha que existiriam tantas pessoas doentes? Existiriam crianças abandonadas? Se Deus existisse, não haveria dor ou sofrimento. Eu não consigo imaginar um Deus que permite todas essas coisas.

O cliente pensou por um momento, mas ele não quis dar uma resposta, para prevenir uma discussão. O barbeiro terminou o trabalho e o cliente saiu.Neste momento, ele viu um homem na rua com barba e cabelos longos. Parecia que já fazia um bom tempo que ele não cortava o cabelo ou fazia a barba e ele parecia bem sujo e arrepiado.

Então o cliente voltou para a barbearia e disse :
– Sabe de uma coisa ? Barbeiros não existem!
-Como assim eles não existem? perguntou o barbeiro. Eu sou um!

- Não! – o cliente exclamou. Eles não existem, pois se eles existissem não haveriam pessoas com barba e cabelos longos como aquele homem que está ali na rua.

- Ah, mas barbeiros existem, o que acontece é que as pessoas não me procuram, e isso é uma opção delas.

[Monique Antunes - http://monispace.blogspot.com%5D

“Os dogmas assustam como trovões. E que medo de errar a seqüência dos ritos! Em compensação, Deus é mais simples do que as religiões”.

[Mário Quintana]

Por que “outro Deus”? Para responder, preciso fazer uma confissão: gosto de Marx (1818 – 1883), Nietzsche (1844-1900), Freud (1856-1939), Sartre (1905 – 1980), e outros caras do tipo.

Gosto porque são passionais, ou melhor, prefiro dizer viscerais, e honestos, pelo menos no que escreveram. Gosto porque suas perguntas deixam os religiosos, como eu, por exemplo, no canto da parede.

Gosto porque suas perguntas não têm nada a ver com Deus. Têm tudo a ver com os religiosos, ou se você preferir, com a idéia religiosa de Deus, o que Saramago chamou de “fator Deus” – a maneira como Deus é percebido, crido, tratado pelos que nele crêem.

A religião, no sentido de “fator Deus”, de fato, é um esconderijo para gente alienada, covarde e infantil. Não são poucos os que se apegam ao “fator Deus” em busca de consolo para sua infelicidade na existência e sobrevivem do sonho do paraíso pós morte, deixando a história entregue aos oportunistas.

Muita gente procura em Deus o pai que nunca teve e/ou gostaria de ter tido, isto é, aquele protetor e provedor incondicional, para quem se corre quando a vida faz careta. Outros há que se recolhem em Deus fugindo exatamente da possibilidade de encarar as caretas da vida, numa recusa em assumir a responsabilidade de escrever uma biografia digna, entregando tudo aos desígnios determinados pelo céu, a famosa vontade de Deus.

Por que “outro Deus”? Porque um Deus que gera alienados, infantis e covardes não é Deus, é um deus. Um Deus “costas largas”, como diz minha mãe, responsabilizado por todas as mazelas da vida, e é cobrado por solucionar rápido o desconforto dos seus fiéis, não é Deus, mas um deus, isto é, um ídolo.

Mas há coisa pior do que ser alienado, infantil e covarde. Dizem que pouca gente faz tanto mal quanto os estúpidos engajados, os idiotas trabalhadores. Quando o sujeito é um estúpido ou idiota preguiçoso, passivo, causa pouco estrago. Mas quando o sujeito é dedicado, comprometido, voluntarioso, então o estrago é grande.

Eles descambam para os fundamentalismos, promovem os sectarismos, abusam de sua pseudo autoridade, manipulam gente piedosa, usam a religião em benefício próprio, instrumentalizam o nome de Deus, e transformam o que seria esperança em niilismo e cinismo. Estes tais serviram para Nietzsche justificar sua angústia: “Se mais remidos se parecessem os remidos, mais fácil me seria crer no redentor”.

[René Kivitz]

Chegou a minha vez de dizer que “Deus morreu, vocês mataram Deus”. Sei dos riscos. Dizem que gato escaldado tem medo de água fria. Mas alguns gatos não se dão por vencidos. Aliás, dizem também que gatos têm sete vidas. Que seja.

Tudo bem, posso atenuar um pouco, respeitando as pessoas que me querem bem e temem por mim. Temem que eu me comprometa em lutas quixotescas. Temem as retaliações que possa sofrer. E, na verdade, temem que eu perca o juízo e a fé. Nesse caso, dou um passo atrás e digo que um deus morreu em mim. E nasceu outro, que me seduziu com amor eterno. Por Ele me apaixonei.

O deus que morreu foi exaltado na sub-cultura da religiosidade evangélica brasileira. Basicamente, era um deus que (1) vivia de plantão para me poupar de qualquer tragédia, evitar meus sofrimentos, e abreviar as situações que me trariam qualquer desconforto; (2) prometia satisfazer não apenas minhas necessidades, mas também meus desejos; (3) estava comprometido a me favorecer em todas as minhas demandas contra os pagãos; (4) compensava minhas irresponsabilidades e ignorâncias em troca de minha fé; (5) manipulava todas as circunstâncias da minha vida como um tapeceiro que corta fios e dá nós no emaranhado do avesso do tapete, para revelar a bela paisagem ao final do processo, capaz de encantar todos aqueles que olham pelo lado certo. Enfim, morreu em mim aquele deus parecido com a figura idealizada de um super-pai, que levou homens como Freud, Nietzsche e Sartre a desdenharem da religião.

Esse deus morreu em mim porque se demonstrou falso. Isto é, ou não existia de fato, ou estava descrito de maneira equivocada, pois não precisamos ser muito sagazes para perceber que (1) o justo sofre, (2) o justo convive com frustrações, (3) os maus prosperam, (4) Deus não faz o que compete aos seres humanos fazer, e (5) não se pode conceber que Deus tenha decidido na eternidade que a missionária fulana de tal seria estuprada numa esquina de São Paulo, para cumprir um propósito, pois nesse caso, o estuprador está isento de responsabilidade.

Não é razoável a crença em um deus que coloca os seus fiéis numa bolha protetora contra toda sorte de dificuldades e possibilidades de dores. A Bíblia Sagrada registra que todos os homens que foram íntimos de Deus e cumpriram tarefas designadas por Ele sofreram, mais até do que muitos que deram as costas para Ele. Isso levou Santa Teresa de Ávila afirmar: “Se o Senhor trata assim os seus amigos, não se admira que tenha tantos inimigos”. Também não faz sentido o relacionamento com Deus motivado pelo interesse de suas bênçãos e galardões, pois isso faz com que Deus deixe de ser um fim em si mesmo e passe a ser um meio de prosperidade, isto é, passa a ser um ídolo a serviço dos fiéis. Igualmente incoerente é acreditar que a fé é suficiente para o êxito, pois ninguém passa no vestibular “pela fé”. Finalmente, não é sensato acreditar que Deus é a causa de tudo quanto acontece no mundo, pois nesse caso Deus estaria por trás de todo ato de maldade, levando o malvado a agir, de modo que ninguém seria culpado pelos seus atos.

Essa coisa de “Deus tem um plano para cada criatura” é incoerente em relação à fé cristã, pois seres criados à imagem e semelhança de Deus não podem ser privados da liberdade. Ou os seres humanos são responsáveis pelos seus destinos, ou não podem ser julgados moralmente.

Esse deus morreu. Mas sua morte fez ecoar uma pergunta no ar: Deus tem um favor especial aos nascidos de novo? Isto é, em relação aos não cristãos, os cristãos são tratados de maneira diferente pelo seu Deus? Minha resposta é sim e não.

Sim, porque por definição aqueles que se relacionam de maneira consciente e voluntária com Deus desfrutam de possibilidades que extrapolam os horizontes de vida daqueles que vivem como se Deus não existisse. A pergunta a respeito do cuidado especial de Deus não se refere a favoritismo ou acepção de pessoas, mas de algo inerente ao relacionamento. Algo como alguém perguntar se uma mãe trata diferente seus filhos em relação a outras crianças. É claro que sim, pois estão sob seus cuidados e sob sua autoridade. Mas, em tese, uma mulher que vive a experiência da maternidade trata todas as crianças com o mesmo senso de justiça e compaixão. E é justamente nesse sentido que Deus não faz qualquer distinção entre os que o reconhecem e os que o rejeitam: Deus faz o sol nascer sobre justos e injustos.

Mas então, qual foi o Deus que nasceu para ocupar o lugar do deus que morreu? Ou se preferir, para tornar a coisa um pouco mais prática, o que posso esperar de Deus?

(1) Sendo cristão, enxergo a vida com outros olhos. Experimentei a metanóia, que chamam de arrependimento, mas creio ser uma expansão de consciência (do gr. meta = além, e nous = mente). Vivo sob valores, imperativos, prioridades e propósitos diferenciados. Conhecer a Deus me faz andar na luz, na verdade, livre de pesos, culpas e máscaras, com a consciência e as intenções tão puras quanto um ser humano imperfeito as pode ter, e isso já basta para que minha vida dê um salto de qualidade imensurável.

(2) Recebo subsídios de Deus no meu “homem interior”, pois sendo verdade que “tudo posso naquele que me fortalece” aprendo a viver o contentamento em toda e qualquer situação. As promessas de Deus aos seus não dizem respeito ao conforto circunstancial ou à prosperidade aqui e agora, mas afetam a interioridade humana, por exemplo, com paz que excede o entendimento e alegria completa. Mais do que isso, a intimidade com Deus não faz a minha vida mais fácil, mas me faz mais humano, mais maduro, mais capaz de amar com a lucidez que escolhe as coisas mais excelentes, mais capaz de enfrentar com dignidade toda e qualquer situação.

(3) Sou integrado numa comunidade de cristãos que me abençoa na dinâmica da mutualidade. O socorro de Deus para minha vida chega pelas mãos dos meus irmãos. São os meus irmãos que me falam as palavras de Deus, repartem comigo seu pão, andam ao meu lado no vale da sombra da morte. Experimento a presença de Deus na comunhão com os filhos de Deus, vendo Deus na face dos irmãos.

(4) Tenho minha consciência e sensibilidades despertadas para o sofrimento da raça humana e a agonia do cosmos que sofre suas dores, de modo a receber um pouco do amor e da compaixão do coração de Deus em meu próprio coração, e acato a utopia do novo céu e da nova terra não como sonho irrealizável, mas como promessa que motiva à ação toda vez que sou interpelado pelo Deus que me fala desde o clamor dos oprimidos.

(5) Vivo sob o olhar amoroso, poderoso e justo de Deus, que interfere em minha vida à luz de sua economia eterna, à seu critério, e isso é mistério da graça, isto é, não depende dos méritos dos beneficiados. Descanso no fato de que, apesar de Deus não ser a causa primeira de tudo quanto me acontece, não há qualquer coisa que venha me acontecer que esteja fora do seu conhecimento, controle e cuidado. É suficiente crer que toda vez que Deus opta por deixar a vida correr seu curso normal – e geralmente é isso o que Deus faz – nada pode me separar do seu amor, que está em Cristo Jesus meu Salvador.

Em síntese, morreu o deus que fazia de mim uma criança mimada, que chorava a cada desencontro da vida. Recebi revelação do Deus que me convida a crescer, para que Ele possa me receber como seu cooperador, seu amigo, alguém com quem Ele não tem segredos, e que encontra a felicidade não na vida confortável, mas na vida digna. Com a morte de um deus, morreu também uma espiritualidade. E nasceu outra, marcada pela graça, pela fé e pela resistência.

[René Kivitz]

Publicado: 11/05/2007 em Deus e a Humanidade, Vida Cristã

Geralmente se diz que fé é acreditar em Deus.
Ou ainda que fé é acreditar que Deus tudo pode.
As duas definições, entretanto, nada nos acrescentam,
pois esse tipo de fé até mesmo o diabo tem.

Gosto da definição de Rob Bell:
fé é acreditar que Deus acredita em você.

Essa foi a experiência de Pedro
quando pediu que Jesus o chamasse para
andar sobre as águas. E Jesus o chamou, isto é,
pronunciou uma palavra de ordem a seu respeito.

Pedro saiu do barco e caminhou sobre as águas.
Mas em dado momento prestou atenção no vento,
e duvidou.
Começou a afundar e clamou por socorro:
“Senhor, salva-me!”

Pedro não duvidou de Jesus
e nem de seu poder de salvar.
Então, duvidou de quê?
Duvidou de si mesmo.
Duvidou de que seria capaz de cumprir
a palavra de Jesus pronunciada a seu respeito.

Fé não é acreditar que Deus tudo pode.
Fé é acreditar que
“tudo posso naquele que me fortalece”.
Quem acredita que Deus tudo pode e nada faz,
tem fé sem obras, e fé sem obras é fé morta.

Hebreus 11 é chamado de “galeria dos heróis da fé”.
Ali estão registrados os exemplos de fé.
Não são pessoas que apenas acreditaram
em Deus ou no fato de que Deus tudo pode.
São pessoas que, porque acreditaram em Deus,
e no fato de que Deus tudo pode,
deixaram sua zona de conforto
e se arremessaram a andar com Deus,
obedecendo as ordens de Deus
e perseguindo as promessas de Deus.

Fé é acreditar que Deus acredita em você.

[René Kivitz]

http://outraespiritualidade.blogspot.com

A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar.
Cada um optou conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

O poema de Carlos Drummond de Andrade é um convite à humildade e à comunhão. Comunhão não existe sem humildade. E sem as duas, não existe experiência da verdade. A verdade a gente não sabe. A verdade a gente vive quando ela se apropria de nós. A verdade não é coisa da razão, resultado da reflexão. A verdade é soma de corações e não de cabeças. A verdade é coisa fugidia, que não se deixa prender na gaiola dos raciocínios, não cai nas armadilhas dos pensamentos. A verdade é isso, a gente experimenta, saboreia, se delicia, mas não fica com ela como quem tem posse, pois a verdade é maior do que nós, em cada um de nós só cabe meia verdade. E a gente tenta fazer uma verdade inteira juntando as partes e ficando com elas, como quem rouba do outro a metade que está com ele, pra depois a gente ficar dono da verdade. Mas a verdade não participa desse jogo. O jogo da verdade não é soma, é partilha. Não é brincadeira onde quem tem mais meia verdade ganha. É mais como uma dança aonde a beleza e o alumbramento vêm no par, ou até mesmo na roda, aonde as mãos e braços vão se encontrando e se despedindo, até que todo mundo na roda vive a verdade, e brinca com ela cada vez que os braços se entrelaçam e as mãos se acariciam. No fim da noite, quando cada um vai para casa descansar, a verdade também se recolhe, para que no dia seguinte todo mundo se precise novamente. Assim a humildade e a comunhão cuidam da verdade.

Na dança da verdade, meia verdade é verdade com limite, é verdade incompleta, dizendo para todo mundo que as idéias são menos importantes que as pessoas. Quem não consegue entrar na roda e quer espreitar para colecionar fragmentos de verdade, imaginando ser possível ficar dono da verdade e viver tomando conta da verdade, de fato, não vive com a verdade, mas com o capricho, a ilusão ou a miopia. Porque prefere as idéias às gentes, fica com a mentira, porque a verdade é uma pessoa e não um conceito. A verdade é uma pessoa, que gosta de brincar, de rir e de chorar. A verdade é uma pessoa que se dá a conhecer na comunhão dos humildes: “onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles”, disse a verdade inteira aos que tinham consigo apenas meias verdades.

[René Kivitz]

Antes de prosseguir em meu caminho
e lançar o meu olhar para frente uma vez mais,
elevo, só, minhas mãos a Ti na direção de quem eu fujo.
A Ti, das profundezas de meu coração,
tenho dedicado altares festivos para que, em
Cada momento, Tua voz me pudesse chamar.
Sobre esses altares estão gravadas em fogo estas palavras:
“Ao Deus desconhecido”.
Seu, sou eu, embora até o presente tenha me associado aos sacrílegos.
Seu, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o abismo.
Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a servi-lo.
Eu quero Te conhecer, desconhecido.
Tu, que me penetras a alma e, qual turbilhão, invades a minha vida.
Tu, o incompreensível, mas meu semelhante,
quero Te conhecer, quero servir só a Ti.

[Friedrich Nietzsche]
(Traduzida do alemão por Leonardo Boff)

Deus ama ou não ama? Eis a mais fundamental de todas as questões. Se ele não ama, vagamos sós em um universo frio e escuro; existimos sem razão e desapareceremos sem jamais sabermos o porquê de nosso nascimento.

Contudo, afirmar que Deus nos quer bem não resolve nossa angústia existencial, pelo contrário, gera inquietações ainda mais complexas e doloridas.

Como? Se ele ama por que testemunhamos tanta maldade e sofrimento? De que jeito explicar as mortes gratuitas e absurdas? Dizer que Deus é amor só agudiza nosso problema.

Foi Epicuro quem propôs o dilema: “Ou Deus pode e não quer evitar o mal, e então não é bom; ou quer e não pode, e então não é onipotente; ou nem pode nem quer, e então não é Deus”.

Realmente, dentro do pensamento grego não existem meios de conciliar esse dilema. A divindade, segundo a filosofia helênica, era tão absolutamente perfeita, tão mais majestosa que qualquer compreensão humana, que nada podia afetá-la. Qualquer coisa que influenciasse, impactasse ou modificasse a divindade teria que ser mais poderosa que o próprio Deus, o que é impossível.

Sendo assim, Théos era o motor que movia todas as coisas, mas nada o mexia – daí o conceito aristotélico de que “Deus é o motor imóvel”. Deus jamais podia alegrar-se, já que alegria é uma alteração de espírito; nunca sentiria misericórdia; não sofreria em hipótese alguma. Assim os antigos perguntavam: “Quem reuniria condições de causar impacto no ser divino?”.

Os judeus, porém, não especulavam sobre a divindade através de conceitos como faziam os gregos. A cultura judaica tratava o sagrado através de narrativas. Eles não questionavam como era o ser divino em sua realidade metafísica – fora da história – sequer especulavam com a categoria da lógica.

Para um judeu, a história era mais concreta que qualquer conceito especulativo. Eles repetiam de geração em geração o que havia acontecido com seus pais; contavam como Deus lidou misericordiosamente com seus erros e como Jeová os amparou em tempos de necessidade. E isso lhes era suficiente.

Devido a essa cultura, no mesmo período histórico em que os filósofos atenienses discutiam sobre o átomo e vácuo, os profetas judeus se preocupavam em denunciar o descaso com as viúvas, pois era na história que eles poderiam revelar a justiça divina.

A afirmação do evangelista João de que Deus é amor (ho Theós agape estín) [1 Jo 4,8.16] não pode ser compreendida apenas como uma metáfora para enriquecer o estilo literário e nem uma proposta conceitual sobre Deus. Ele afirma que Deus é amor no conceito judaico, não grego.

E é através da narrativa que se deve manter a revelação do amor de Deus. A história não define, apenas descreve Deus como o amante. Essa revelação é pedra de esquina, o cerne, o eixo, o núcleo, de todo discurso cristão.

Uma afirmação categórica como esta, só cabe na narrativa bíblica. Deus é amor. Contudo, propor esse tipo de coisa era um escândalo para Aristóteles, pois para ele, os humanos que não passavam de pó, mantinham-se incapazes de despertar quaisquer sentimentos na divindade.

Mas no desenrolar da história bíblica, o amor de Deus foi revelado como parte constitutiva do seu caráter. A Bíblia não se organizou como tentativa de codificar verdades, ela é um livro que conta a história de pessoas, clãs e nações que experimentaram em suas diversas realidades o amor de um Deus que cuida sem ser provocado.

Na Escritura, quando Ele criou, criou por amor; quando sustenta o mundo físico e humano, o faz em amor; quando exercita juízo, julga com amor. Os profetas, evangelistas e mestres procuram mostrar que no amor temos a mais exata expressão da natureza divina.

Portanto, a declaração de que Deus é amor na tradição judaico-cristã, não se restringe a um enunciado filosófico abstrato, ela é um anúncio histórico-salvífico. O amor compassivo de Deus se adensa em ações e encontros por todos os livros da Bíblia.

É repetido tantas vezes no agir de Cristo, que passou a ser o tema dominante das igrejas que nasceram ao longo da história; os apóstolos insistiram que seu amor se revelou com Graça – Graça, que é a única maneira como Deus trata seu filhos.

Deus não ama por necessidade, mas por gratuidade – daí seu amor ser ágape; um amor que não é uma necessidade divina. O Senhor pacientemente chama, espera, se envolve com seus filhos, mesmo quando eles se mostram desobedientes e obstinados.

Quando um judeu ou um cristão primitivo afirmava que Deus é amor, jamais pensava em restringi-lo a um conceito. Foi ele quem preferiu revelar-se assim; seus atributos de justiça, paciência, poder, etc., conectam-se na caridade, pois tudo faz parte de sua iniciativa de se manter leal.

Portanto, na narrativa judaico-cristã, o mundo existe por mera gratuidade de Deus. E quando, no quotidiano, não se consegue experimentar felicidade, justiça e paz, isso não é deficiência do amor divino, mas rebelião dos humanos ao “querer bem” dele.

Diante da miséria e do sofrimento do universo, nenhum escritor da Bíblia hebraica ou cristã teve medo de dizer que Deus foi frustrado. E é por causa da dor e da decepção divina que o conceito aristotélico de Deus não combina com a revelação bíblica.

Sem o “Motor imóvel” como referência, resta ao cristianismo olhar novamente para Jesus para compreender Deus – “em Cristo habitou corporalmente toda a plenitude divina”. O Deus que escolheu amar foi o Deus que encarnou e se fragilizou. Assim, para conhecer melhor este Deus não é preciso especular sobre sua onipotência como um conceito, mas provar seu amor experencialmente na pessoa do Nazareno.

Deus se revelou na história através de relações afetuosas e em Jesus Cristo esta revelação chega ao seu clímax. O Deus encarnado veio buscar o que havia se perdido e o fez procurando que homens e mulheres respondessem ao seus gestos de ternura e que amassem a Deus por gratuidade.- “Eis que estou à porta e bato”.

Cristo não foi manso e humilde apenas enquanto esteve aqui na terra. Ele eternamente é assim como também o coração do Pai.

Em qualquer relacionamento não cabe falar de poder ou de potências irresistíveis – seja de pai para filho, de marido e mulher ou de amigos. Assim também, categorias de força em nosso relacionamento com Deus, só caberiam se desejássemos afirmar que ele, unilateral e soberanamente, decidiu criar a humanidade para ter uma família.

Portanto, podemos proclamar que Deus, o maior e mais perfeito amante, é frágil. Aprendemos com ele o exemplo e afirmamos: todos os que desejarem amar, igualmente precisam abrir mão da força para cativar o outro.

Por isso, quando se fala da divindade, só se tem o exemplo de Cristo, o mais humilde, o menor, o mais servo; que amou com tanta intensidade que sua paixão é a mais nobre e digna força; diante de sua “fraqueza”, caímos de joelhos.

Jesus, ao contrário do que se espera dos ídolos, revelou a grandeza de seu ser não subjugando, mas se ajoelhando, não manipulando, mas suplicando, não se impondo, mas morrendo – “a fraqueza de Deus é mais forte que a fortaleza humana”.

Na revelação judaico-cristão afirma-se que Deus criou o mundo com um intuito de ter uma família; e para que isso aconteça em amor, ele dá a liberdade mais radical – de dizer não ao próprio Deus. Por este motivo existem miseráveis e tiranos, sofredores e opressores, vassalos e caudilhos.

Então, a melhor resposta para Epicuro seria: – Você tem uma noção errada de onipotência. Deus quer, sim, acabar com o sofrimento, mas não fará de acordo com suas expectativas filosóficas; elas estão equivocadas.

Deus soberanamente decidiu construir a história fazendo parcerias; sem jamais se forçar, ele interpela homens e mulheres para concretizarem seu amor na sociedade.

Não, a desgraça humana não invalida o amor de Deus, ela só mostra o quanto nos distanciamos dele, o frágil e terno amante.

Autoria: Ricardo Gondim [www.ricardogondim.com.br]

Dare You To Move

Publicado: 15/03/2007 em Deus e a Humanidade

Bem-vindo ao Planeta
Bem-vindo à existência
Todo mundo está aqui
Todo mundo está aqui
Todo mundo está te olhando agora
Todo mundo está te esperando agora
O que acontece depois?
O que acontece depois?

Eu te desafio a se mexer
Eu te desafio a se mexer
Eu te desafio a se levantar do chão
Eu te desafio a se mexer
Como se o ‘hoje’ nunca tivesse acontecido
O ‘hoje’ nunca aconteceu antes

Bem-vinda ao ‘efeito colateral’
Bem-vinda à resistência
A tensão está aqui
A tensão está aqui
Entre quem você é e quem poderia ser
Entre como isso é e como deveria ser

Talvez a redenção tenha histórias pra contar
Talvez o perdão está onde você caiu
Pra onde você pode escapar de você mesmo?
Pra onde você vai?
Pra onde você vai?
Salvação está aqui

[Versão traduzida da música Dare You To Move, da banda Switchfoot]

Deus entre as pessoas

Publicado: 25/02/2007 em Deus e a Humanidade

Quando perguntavam a Martin Buber – o grande filósofo e teólogo judeu – “Onde Deus está?”, ele foi suficientemente esperto para não dar a resposta estereotipada: Deus está em toda parte, Deus é encontrado nas igrejas e sinagogas. Buber respondia que Deus está nos relacionamentos.

Deus não é encontrado nas pessoas, mas entre as pessoas.

Quando duas pessoas estão verdadeiramente em sintonia uma com a outra, Deus se aproxima e preenche o espaço entre elas para que fiquem unidas. Tanto o amor quanto a verdadeira amizade são mais do que apenas uma forma de saber que somos importantes para alguém.

Eles são uma maneira de levar Deus para um mundo que, de outro modo, seria um vale de egoísmo e solidão.

[Harold Kushner]